Alvo da Justiça, privacidade do WhatsApp é defendida por 94% do público

Mesmo que a Justiça brasileira tenha derrubado o serviço do WhatsApp no país em três ocasiões --em dezembro de 2015, em maio e em julho do ano passado-- para tentar abrir conversas protegidas no aplicativo, seus usuários defendem a proteção aos diálogos. É o que sugere uma pesquisa do Instituto Datafolha divulgada nesta segunda (30).

Para 94% dos usuários ouvidos, garantir a privacidade das mensagens trocadas --ou seja, que só os destinatários possam ler-- é "importante" ou "muito importante", critérios mais altos sugeridos pela pesquisa. Além disso, 95% dos entrevistados consideram fundamental que as informações pessoais sejam mantidas em segurança.

No WhatsApp, a privacidade é assegurada por um processo de criptografia de ponta-a-ponta. Assim que a mensagem é enviada, ela é codificada para ficar impossível de ser lida por qualquer um que tentar interceptar ilegalmente a mensagem. Só quem enviou e quem recebe a mensagem possuirá a "chave" correta, isto é, o arquivo especial capaz de converter a mensagem ao texto original nas duas "pontas" da comunicação.

Isso fez com que os juízes Sandra Regina Nostre Marques, Marcel Maia Montalvão e Daniela Barbosa acatassem com pedidos do Ministério Público e da Polícia Federal para suspender o serviço, alegando que a empresa --comprada pelo Facebook em 2014-- não atendeu a ordens de quebra de sigilo de conversas e informações de usuários de criminosos, nem havia esclarecido os motivos de não poder colaborar com as investigações.

No levantamento, 74% dos usuários disseram ser contra as decisões da Justiça que levaram ao bloqueio do serviço.
Outras conclusões da pesquisa --que fez 2.363 entrevistas em todo o Brasil em 130 municípios entre os dias 24 a 28 de novembro de 2016:

71% usam o aplicativo para trocar mensagens pessoais ou confidenciais, incluindo informações pessoais ou de familiares, conversas sobre temas profissionais, assuntos íntimos, informações de saúde, documentos ou informações financeiras;
57% consideram o meio mais seguro para troca de mensagens sigilosas que necessitam de alta segurança;
82% classificam o WhatsApp entre os três aplicativos preferidos, seja qual for a categoria;
89% consideram o WhatsApp o favorito entre os aplicativos de mensagens, dizendo ser excelente (44%) ou bom (49%);
42% trocam mensagens com estabelecimentos comerciais, prestadores de serviço para casa e carro, advogados, serviços de saúde ou gerentes de banco, entre outros.
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