Montadoras do Grande ABC injetam R$ 15,4 bi até 2021

Apesar do momento recessivo, montadoras da região continuam investindo na reestruturação e modernização de suas plantas – R$ 15,4 bilhões serão injetados até 2021, além da produção de novos modelos e do foco na exportação.

Em maio, a sueca Scania anunciou a contratação de 500 colaboradores com o objetivo de atender o mercado externo, que corresponde a 70% do que é produzido na fábrica. A montadora também anunciou que, até 2021, serão investidos R$ 2,6 bilhões na unidade de São Bernardo.

Na visão de Ricardo Balistiero, da Fundação Mauá, recorrer à exportação garante a sobrevivência da indústria quando o mercado interno está desaquecido. “Em 2004, um terço de toda a produção ia para o Exterior. Depois, com a melhora da economia brasileira, isso diminuiu, e agora está voltando”. No caso da Scania, 70% vão a outros países.

Na semana passada, evento que contou até com a presença do governador Geraldo Alckmin (PSDB), a Volkswagen anunciou a produção de dois modelos na unidade de São Bernardo: o novo Polo e o sedã Virtus. Para a produção dos carros, a montadora alemã vai investir R$ 2,6 bilhões até 2020. O valor faz parte do montante de R$ 7 bilhões que a companhia havia divulgado que injetaria no Brasil no fim do ano passado. A nova versão do Polo será lançada no último trimestre deste ano, enquanto que o Virtus está programado para entrar no portfólio da montadora nos primeiros três meses de 2018.

Em fevereiro, a GM anunciou investimento entre US$ 800 milhões (R$ 2,5 bilhões) e US$ 3 bilhões (R$ 9,6 bilhões) para atualizar a planta e estender sua vida útil ao menos até 2028. Quanto à remodelação na planta sul-caetanense, Francisco Nunes, vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano afirmou que, gradativamente, as modernizações já podem ser observadas.

Também para atualizar a fábrica são-bernardense, a Mercedes-Benz investe, de 2015 a 2018, R$ 530 milhões.

Também em 2015, a Toyota anunciou o programa São Bernardo ReBorn, projeto que visa a revitalização da planta no Grande ABC, que totaliza aporte de R$ 70 milhões. A primeira fase aconteceu naquele ano, com a transferência de sua sede administrativa de São Paulo para a região. O passo seguinte ocorreu em 2016, com a inauguração do Centro de Pesquisa Aplicada, que contempla o centro de design de produto da marca. A terceira etapa ocorreu no dia 11, com o lançamento do centro de visitas na unidade, que será aberto ao público e funcionará como um museu.

fonte: dgabc.com.br

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